As simulações computacionais de engenharia são realizadas pelo método dos elementos finitos. Por meio desse método é possível averiguar o comportamento de corpos submetidos aos mais diversos fenômenos físicos. É possível analisar, por exemplo, o comportamento de estruturas quando submetidas a carregamentos e situações dinâmicas, grandes deformações plásticas, transferências de calor, vibrações mecânicas, testes de impacto, flambagem, fadiga e otimização de projetos, resolvendo com facilidade e em curto tempo problemas de engenharia.

Os resultados das simulações podem ser muito úteis para o projeto, pois preveem falhas que o equipamento pode ter, analisam o comportamento em determinada situação a qual o projeto pode ser exposto. Por ser uma simulação computacional, é bem mais vantajosa do que realizar um ensaio em todo o equipamento, o que torna esse processo muito utilizado pelas empresas.

Esse é um método numérico computacional que surge da subdivisão de um corpo contínuo. Essa discretização ocorre subdividindo o problema inicial, extremamente complexo e com infinitas variáveis, em “problemas menores” que podem ser resolvidos independentemente. Esses “problemas menores” provenientes da discretização são chamados de elementos.

A subdivisão de um corpo em elementos finitos tem diversas vantagens, dentre elas pode-se citar a simulação precisa de corpos com geometrias complexas (impossíveis de serem resolvidas matematicamente), a inclusão de propriedades de materiais distintos no mesmo corpo, identificação de efeitos localizados (como concentração de tensões), configuração de efeitos dinâmicos e trabalhar com materiais de comportamento não linear. Além disso, por se basear em um modelo que pode ser facilmente alterado, existe a vantagem de se realizar otimizações em projetos de forma rápida e barata, se comparado às outras formas de análise.