Muitas vezes não percebemos a complexidade de transformar as ideias, ainda que simples, em realidade. Qualquer projeto, de uma caneta esferográfica ao avião, passa por fases de desenvolvimento. Esse processo requer organização, planejamento e, para equipamentos mecânicos, muitos cálculos e testes.

Antes de iniciar a execução de um projeto mecânico, é essencial entendê-lo bem, pensar na forma mais funcional de execução e alinhar as pretensões entre toda a equipe envolvida. A partir das ideias, são feitos esboços do mecanismo, até chegar em um croqui que atenda aos requisitos do projeto.

Para a fabricação, é elaborado um desenho técnico, que siga uma norma padrão, evitando erros na fabricação por falta de compreensão do projeto. Nessa fase, estão envolvidos cálculos de dimensionamento. Para isso, muitas vezes é necessário a simulação virtual e análise numérica para avaliar os esforços aos quais as peças serão submetidas. Os resultados da simulação auxiliam na seleção do material a ser utilizado em cada peça.

Definidos os materiais e dimensões, o desenho técnico é enviado para a fabricação das peças. Nesta etapa, os conhecimentos sobre processos de fabricação são importantes para determinar quais deles se adequam melhor às necessidades e têm mais vantagens econômicas.

Após fabricados – e feito o controle de medidas e ensaios não destrutivos, para avaliar as propriedades do material, se solicitado – é feita a montagem dos componentes e a confecção do manual de montagem. O produto é testado e, quando dentro da conformidade, entregue ao cliente, acompanhado do manual de instruções, desenhos técnicos de suas peças e manual de montagem, para suporte a futuras manutenções.

A complexidade do desenvolvimento de produto torna este tema motivo de estudo de universidades como Harvard e MIT, para criar metodologias abordadas por diversas áreas de conhecimento.