A demanda do cliente e esforço por inovação da PJ abriram as portas para o patenteamento de uma tecnologia desenvolvida pelos membros de Engenharia Mecânica.

A empresa cliente, pertencente ao ramo alimentício, fornece produtos como espetinhos para eventos e confraternizações. O processo de produção dos espetos se dava de forma artesanal. A demanda de realização do projeto surgiu a partir da necessidade do cliente de automatizar essa produção.

Os processos que seriam automatizados consistiam basicamente na produção de espetinhos de medalhões de frango. Com isso, a PJ iniciou o desenvolvimento do protótipo da máquina, que contou com a criação do conceito de uma tecnologia que envolve o enrolamento de tiras de bacon em porções de frango (constituindo um medalhão) e no espetamento de cinco unidades de medalhão por um palito de madeira.

Desde o início havia o interesse em patentear a tecnologia, processo esse tramitado pela CTIT (Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica). Durante todo o projeto, houve etapas relacionadas à Proteção de Propriedade Intelectual, que abrange os direitos relativos às invenções; e também a documentos com termos que regiam a relação entre os partícipes (cliente, PJ e UFMG). Esses partícipes foram instituídos como titulares da tecnologia, e a porcentagem de participação de cada um em eventuais royalties advindos foi definida.

Com a obtenção do pedido de patente da máquina de enrolar e espetar alimentos, os titulares podem agora licenciá-la para empresas interessadas produzirem. Titulares e inventores poderão, então, receber royalties ou um valor pelo licenciamento.

Além do destaque referente a possível aquisição da patente, o desenvolvimento desse projeto pela PJ gerou uma oportunidade de otimização do processo de produção do cliente, em termos de tempo, lucratividade e segurança. Para os membros, ele significou um vasto aprendizado apoiado no suporte de professores da UFMG.