O Mapeamento do Fluxo de Valor, mais conhecido como MFV (ou VSM – Value Stream Mapping, em inglês), é uma poderosa ferramenta do Lean Manufacturing. Além de servir para que a empresa conheça detalhadamente seus processos de fabricação, ela permite uma visão sobre os desperdícios que estão sendo gerados pela empresa e, a partir disso, solucionar os problemas que causam isso.

Para entender melhor esse conteúdo, de Mapeamento do fluxo de valor, é importante explicar, ainda que brevemente, o que é o Lean Manufacturing. Trata-se de uma filosofia de gestão originada no sistema de produção da Toyota, focada na eficiência, na eliminação de desperdícios e na criação de valor real para o cliente. O Lean propõe que todos os recursos — sejam tempo, materiais ou mão de obra — devem ser utilizados de forma estratégica, sempre com o objetivo de maximizar os resultados com o menor custo possível. Isso exige um olhar crítico e constante para os processos. Tente refletir sobre como essa mentalidade poderia transformar a rotina da sua empresa.

Exemplificando os desperdícios, aqui estão listados os mais comuns nas empresas:

  • Super processamento;
  • Estoque incorreto;
  • Defeitos;
  • Espera;
  • Transporte;
  • Movimento excessivo;
  • Excesso da produção. 

 

Um VSM Lean e seus símbolos

De forma geral, para fazer um Mapeamento do fluxo de valor é necessário utilizar vários símbolos. Porém, eles são simples e podem ser compreendidos de forma intuitiva.

Figura 1: Símbolos mais utilizados em um Mapa de Fluxo de Valor.

Após entender o significado dos símbolos fica mais fácil entender como é feito e as informações contidas em um Mapa de Fluxo de Valor.

como fazer MFV

Figura 2: Mapa de Fluxo de Valor Completo

Como fazer um Value Stream Mapping?

Primeiramente, deve-se definir qual produto ou família de produtos da empresa deseja-se mapear primeiro, dando prioridade àqueles de maior impacto estratégico ou volume de produção. Além disso, é necessário decidir os limites do nosso mapa, ou seja, onde o fluxo começa e onde termina. A maioria dos Mapas de Fluxo de Valor (MFV) são conduzidos desde o fornecedor de matéria-prima até o cliente final dentro de uma organização. Essas etapas devem ser as primeiras caixas colocadas em seu Mapeamento do fluxo de valor, pois ajudam a consolidar a visão geral do processo, facilitando a identificação de desperdícios e oportunidades de melhoria ao longo da cadeia.

Em segundo lugar, é importante definir as etapas do processo de produção para o seu mapa. As etapas do processo são as várias operações que são realizadas no produto, e estas geralmente estão localizadas em um único local com um ponto que o inventário entra e depois sai.

Depois de definir as etapas, é necessário obter as medidas relevantes e registar os dados em cada parte do processo. Com isso, é possível obter informações detalhadas sobre todas as etapas e observar de forma clara os pontos em que há erro.

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Como obter resultados do Mapa de Fluxo de Valor?

Para obter resultados é necessária uma visão de onde queremos acabar para que possamos concentrar nossos esforços na conquista de um “estado ideal” acordado. Sabendo disso, é necessário a produção de um mapa de fluxo de valor de estado ideal, que é um mapa que representa como a empresa deve estar na sua forma perfeita.

Com os dois mapas em mãos é possível observar as diferenças entre eles. Dessa forma, é importante destacar as mudanças que devem ser feitas no Mapa de Fluxo de Valor atual, para que elas, quando aplicadas, obtenham resultados de forma mais eficiente.

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